A coisa está ficando cada vez mais séria. Depois do terceiro dia de
greve, muitos astros de séries estão aderindo ao movimento e apoiando os roteiristas. Atrizes como Marg Helgenberger (de
CSI), Tina Fey (atriz e roteirista de
30 Rock) e até mesmo Julia Louis-Dreyfuss (de
Old Christine) se juntaram aos manifestantes em frente às principais emissoras dos EUA. O panorama para nós telespectadores piora a cada dia de paralisação. Hoje a maioria das séries novas têm cerca de 10 a 15 episódios escritos, de uma temporada que geralmente se encerra com 22. Mesmo com certa folga, a situação pode se complicar ainda mais, pois alguns atores simplesmente não apareceram para trabalhar esta semana, como Steve Carell e Rain Wilson (de
The Office), em solidariedade à causa. Vamos todos ficar sem nossos programas favoritos, pessoas vão ficar sem seus salários e poucos não serão afetados.
A disputa pela repartição dos lucros também está gerando desconfortos dentro do próprio sindicato, já que alguns roteiristas ganham bem e são produtores das séries que escrevem e outros recebem um pequeno salário que é pago por produção e que já começa a fazer falta. Infelizmente a greve é o último e mais danoso recurso para todas as partes, inclusive para a indústria: anunciantes também querem rever os contratos, tendo em vista que a inevitável incidência das reprises acarretará na diminuição da média de audiência. É um efeito cascata que, como aconteceu há 20 anos na última greve, chegou a atrapalhar a economia de todos os EUA. Espero que cheguem logo a um consenso, porque ninguém ganha com o impasse.