
Que semana, não? A injusta eliminação de
Michael Johns não só conseguiu trazer de volta os questionamentos sobre a credibilidade e o desgaste do formato de
American Idol, como também ofuscou o grande evento beneficente
Idol Gives Back. Ninguém quis saber quem compareceu, o que a Hannah Montana cantou, quanto o Bono doou, nada disso. Todo mundo quis saber porque um talentoso cantor saiu da competição enquanto é evidente que vários ali são medianos ou medíocres. Eu não gostava de Michael no início, principalmente com aqueles covers do Queen (já dizia Marcos Mion: se for copiar, copia direito), mas depois ele foi se acertando e conseguiu o status de um dos melhores desta temporada. Bom, não para o público americano que preferiu manter Kristy Lee Cook por mais uma semana. Já está na hora de reverem essa fórmula, que reiteradamente deixa passar cantores ruins e elimina os bons. Seyisha Mercado, por exemplo, já esteve várias vezes no
bottom three e continua lá até hoje. O programa deveria desenvolver mecanismos para proteger seus maiores talentos, como alguma espécie de imunidade concedida aos que receberam mais votos na semana anterior ou algo semelhante. Já bastou o Sanjaya ano passado.
O evento
Idol Gives Back mais uma vez mostrou como os americanos sabem organizar-se por uma boa causa quando querem, inclusive por uma que transcende fronteiras como o combate a malária e pobreza na África. Mesmo com várias porções gravadas, a transmissão foi orgânica eos convidados de peso realmente devem ter ajudado nas doações. Foi meio farofado, claro (um evento como este tem que ser, pra atingir o maior número de pessoas), mas tivemos ótimos momentos como o monólogo de Jimmy Kimmel e as apresentações de Snoop Dogg, Band From TV, Carrie Underwood (que já vendeu mais discos do que todos os outros Idols, como Simon previu) e o clipe de Daughtry. Bem que todas estas estrelas podiam se juntar mais vezes durante o ano para essa e outras causas. Esta semana tudo volta ao normal e o Top 7 cantará músicas de Mariah Carey. Tomara que uma gravadora contrate logo Michael Johns. É o mínimo de justiça que ele merece.