
Com o episódio
Waiting For the Right Snapper, a 5ª e irregular temporada de
Two and a Half Men terminou ontem depois que a Warner finalmente conseguiu pôr a casa em ordem e corrigiu a cronologia. Mas embora toda a graça do programa seja a falta de compromisso da história, que mantém Alan, Jake e Charlie sempre estagnados na vida, não posso deixar de reconhecer que este ano a trama ficou sem identidade. Faltou um
storyline um pouco mais complexo ou um arco episódico realmente eficiente para dar um gás na série, como aconteceu nas temporadas anteriores, como de Alan com Kandi, por exemplo. Até mesmo aquele
punchline da nova profissão de Charlie como intérprete infantil de sucesso não emplacou e toda aquela seqüência de episódios do relacionamento do solteirão com Linda, iniciada em
Dum Diddy Dum Diddy Doo, foi praticamente deixada de lado.
Outro fator que contribuiu para que essa fosse uma das temporadas mais fracas de toda a história da série foi o inevitável crescimento de Jake, que já não é mais tão engraçadinho como era antes. Por isso, eles precisaram apelar reiteradas vezes para a carta do menino burro na tentativa de arrancar algumas risadas adicionais do espectador (poderiam ter feito isso aumentando a participação de Berta, que foi praticamente ignorada pelo roteiro). De fato, a comédia somente voltou a engrenar em seus episódios finais, com aquele ótimo arco do casamento de Evellyn e do amadurecimento de Charlie, com direito ainda ao
crossover com
CSI. Claramente prejudicada pela greve dos roteiristas, inclusive pelo final demasiadamente inconclusivo e insatisfatório,
Two and a Half Men perdeu um pouco do fôlego nesta temporada, mas ainda assim a comédia figura como uma das melhores
sitcoms clássicas atuais. Às vezes a mesmice dá certo, mas está na hora de Chuck Lorre correr mais riscos com os seus três solteirões.
Cotação Bruno Carvalho:



Two and a Half Men 5ª temporada, exibida na Warner em 2007/2008